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Teatros da Amazônia dão passo decisivo rumo a título da Unesco

Manaus (AM) – Manaus respira cultura e história nesta terça-feira (29). O segundo e último dia das oficinas de escuta social da candidatura dos Teatros da Amazônia o majestoso Theatro da Paz, em Belém (PA), e o imponente Teatro Amazonas, em Manaus (AM), promete marcar um capítulo decisivo na luta pelo título de Patrimônio Mundial Cultural concedido pela Unesco.

Entre os temas em debate estão Arquivo, Museu e História; Percepção e Apropriação Social; Largo de São Sebastião; e Cidade e Paisagem, fundamentais para a construção de um plano sólido de preservação.

“Nosso objetivo com estas oficinas é construir uma minuta de Plano de Gestão que definirá como esse bem será cuidado, estabelecendo ações, responsabilidades e prazos concretos para a sua preservação de forma compartilhada. Essa é uma etapa essencial no processo de candidatura dos Teatros da Amazônia, e visa integrar os dois estados e garantir uma gestão articulada entre os teatros”, explicou Beatriz Calheiro, superintendente do Iphan no Amazonas.

As oficinas, realizadas das 14h às 18h na antiga escola Benjamin Constant hoje sede do Cetam, contam com a organização do Iphan, apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas e participação da ManausCult e do Implurb.

No primeiro dia, o espaço foi tomado por artistas, pesquisadores, turismólogos, estudantes, arquitetos e gestores públicos, que se dividiram em grupos para discutir Conservação, Espetáculos, Formação e Educação Patrimonial, Turismo e Economia Criativa. O resultado será reunido em um relatório único, revisado tecnicamente, que servirá de base para atender às exigências do Comitê do Patrimônio Mundial e subsidiar a visita da Unesco.

As oficinas em Manaus se somam às que também serão realizadas em Belém, reforçando a união de duas joias arquitetônicas amazônicas em busca de um reconhecimento que pode transformar não apenas os teatros, mas a própria forma como o mundo enxerga a cultura da região.

Porque, mais do que paredes centenárias, os Teatros da Amazônia guardam memórias, sonhos e a alma de um povo que insiste em cantar sua história.

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